Era Uma Vez: Dois Filhos.

Era uma vez uma mãe de dois filhos. Um com 2 anos e outro com 5 meses. Essa mãe, inocente, coitada, achava que teria tempo de: cuidar dos dois filhos, trabalhar home office, manter um blog E o sono em dia. Descobriu que não dava pra fazer tudo e no fim das contas a prioridade foi manter o sono em dia…

Certa quarta feira, seu filho de 2 anos ainda se recuperava de um resfriado e resolveu tirar aquele dia pra ser chato. Fazendo todas as chatices que lembravam a mãe do porque ela nunca gostou de crianças.

Nesta mesma ocasião, sua empregada resolveu passar mal e sobrou para a mãe cuidar de todo o almoço, enquanto a secretaria do lar olhava as crianças. O que consistia em ficar com o filho mais novo por perto e assistir ao mais velho na porta da cozinha gritando pela mãe.

De tarde a mãe pensou: “Finalmente vou dar um tempo!”
Mas a Lei de Murphy falou mais alto.
Lembram que o filho mais velho se recuperava de um resfriado?

Ele teve um acesso de tosse e se assustou. Entre choros e tosses, a mãe foi correndo para o quarto ajudá-lo a se acalmar e dormir. Deu tempo apenas de assistir ele vomitar na cama que estava com os lençóis recém trocados….

A mãe decidiu que a empregada já tinha se recuperado o suficiente para lidar com a limpeza do quarto das crianças. Pegou o filho mais velho e levou para os seus aposentos, onde o mais novo já dormia lindamente.

Finalmente, filho calmo parou de tossir e dormiu. Começou um filme legal na TV e a mãe pensou: “Oba, vou assistir, relaxar e dormir um pouco!”

O filho mais novo desistiu de dormir lindamente.
E resolveu não apenas acordar, mas acordar abrindo o berreiro.
Coloca-se o mais novo pra dormir e não acordar o mais velho.

Então ele resolveu que queria dormir sim: mas só se fosse no colo da mãe. Largava o bebê, o mais novo chorava e o mais velho resmungava. Então a mãe resolveu terminar de ver o filme legal na TV, com o filho mais novo no colo, sem relaxar e sem dormir.

As 16h todos despertaram.

E a mãe decidiu que essa era uma boa hora pra organizar o baú de brinquedos do filho mais velho, quando o viu espalhar todos pelo quarto, e percebeu que tinha um monte de coisas inúteis por ali.

Então o mais novo achou que essa não era a atividade mais legal para a mãe dele. Que ela, na verdade, devia dar atenção a ele, mesmo depois de passar a tarde toda com ele no colo. Começou a resmungar e a mãe decidiu não ceder: nunca tinha ouvido falar de um causa mortis ser insatisfação de bebês.

No momento em que a mãe terminou de arrumar os brinquedos, o filho mais novo já estava vermelho, suado e os vizinhos pensando seriamente se ligavam para o juizado da infância e juventude de tanto que a criança tinha chorado. Enquanto isso, o mais velho pegava outros brinquedos e agora espalhava pela sala.

“Respira fundo” – ela pensou.

Acalmou o mais novo, que acabou dormindo. Assistiu alguma coisa na TV com o mais velho que decidiu depois jogar todos os brinquedos no chão. Acordou o mais novo.

A mãe percebeu que o marido não ia chegar em tempo de ajudá-la com as crianças na hora do jantar. Começou a preparar a comida/leite de todo mundo. Deu a mamadeira do mais novo. Deu o jantar do mais velho enquanto acalmava o mais novo. Deu banho no mais novo enquanto o mais velho abria e fechava a porta do armário do banheiro fazendo um barulho um tanto quanto irritante.

Arrumou o mais novo. Deu os remédios de todos. O marido chegou (21h).
-“Ufa”.

As 22h os filhos dormiam. E o marido lembrou que viajava no outro dia pela madrugada. Viagem que ela jurava ser apenas na próxima semana.

3h30 o filho mais novo acordou. Ela ouviu de longe uma baguncinha. Sempre era o marido que lidava com os filhos de madrugada. Mas como ele viajava em poucas horas, foi ela mesma.

O mais novo brincava no berço com o primeiro dinossauro que viu pela frente. O mais velho já mostrava sinais que ia acordar.

Levou o mais novo para o seu quarto e lá fez ele dormir. Resolveu deixá-lo ali mesmo pra não levantar de novo as 6h30, quando ele acordaria para comer. Foi uma idéia brilhante: a mãe acordou várias vezes com pés, mãos, pernas e bundas na cara. O marido também colaborou bastante quando, um pouco depois das 4h, colocou a luz do celular na cara da esposa para procurar uma roupa e sair.

O filho mais novo decidiu que, justamente neste dia, queria acordar mais cedo. 5h30 começou a resmungar. A mãe conseguiu fazê-lo dormir no seu colo e assim ficou até as 6h, quando ele queria comer e pronto.

O filho mais novo sempre mama e volta a dormir. Hoje ele decidiu mamar e ficar acordado. A mãe tentava se manter dormindo enquanto ele brincava com a própria mão. O mais velho, que acorda por volta das 8h, decidiu acordar por volta das 7h. A mãe foi lá e conseguiu convencê-lo a dormir de novo, mesmos sob os protestos de “bom dia, por favor!”.

7h30, todos de pé.

E nesse dia conturbado, já que não dá pra dormir a mãe resolveu escrever. O mais velho não foi para a escolinha de novo porque o pai viajou e ele ainda se recupera do resfriado. Depois de tentar de todas as formas mais chatas possíveis chamar a atenção da mãe, a empregada se compadeceu e levou ele e o cachorro pra dar uma volta.

A mãe está sentada, na cama minúscula do filho mais velho, enquanto o mais novo se distrai com um ursinho na boca.

São 9h e parece que o dia de ontem não acabou.

Experiência de Compras: Etiquetas na Names2Glue.

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Faço parte de um grupo no facebook chamado “Vendinhas”. É um grupo fechado e as mães moram todas aqui pelo Rio. Ali quem tem produtos semi novos ou novos, com precinho de desapego, pra vender, faz a festa, assim como, quem está em busca de alguma coisa, anuncia o que precisa pra saber se alguém tem e quer se livrar.

Gosto de participar do grupo porque acabo descobrindo coisas que nem fazia idéia que existiam e que podem ser úteis. Ou mesmo coisas que eu nem me tocava da utilidade, mas que fazem toda a diferença.

Foi assim que eu descobri a Names2Glue.

Uma das mães ali perguntou sobre empresas que fazem tags e etiquetas personalizadas para nomear as coisas das crianças, que são entregues na creche. Achei a idéia bem legal. Claro que existem canetas especiais que você consegue usar para escrever em objetos e roupas, assim como etiquetas em branco pra você completar com o nome da criança… mas achei as etiquetas personalizadas uma frescura bem legal que, no fim, serve também para os adultos usarem e não perderem nada daquilo que deixam jogados pela academia, escritório e etc…

Das várias empresas mencionadas, as que mais me chamaram atenção foi a Names2Glue e a Grudado em Você.

Ambos os sites oferecem vários tipos e tamanhos de tags e etiquetas, assim como kits contendo os tipos mais úteis, dependendo da ocasião, como por exemplo, creche e escola.
Achei os adesivos da Grudado em Você mais bonitos. O site oferece mais opções de cores, fontes e ícones para colocar nas etiquetas e os preços são basicamente os mesmos de uma empresa para outra

Porém, a Names2Glue oferecia um prazo de entrega melhor e como fui atrás disso bem em cima da hora, pra mim esse fator foi bem decisivo!!

Pedi o Kit de 0 a 5 anos. Custou 60 reais. O prazo de produção é de até 5 dias. Paguei também R$8,21 de frete para a entrega ser em até 48h após a produção. Existem outras opções de entrega mais baratas, porém, mais lentas. Uma super vantagem é que o pagamento é via Pague Seguro.
Você pode parcelar o valor, se quiser (com juros) e qualquer problema entre você e a Names2Glue, o Pague Seguro pode interferir e até suspender o pagamento para o fornecedor, devolvendo o seu dinheiro.

O pedido foi aprovado no dia 28 de janeiro. Contando os 5 dias úteis de produção, mais as 48h de entrega, ele tinha até a data de 06 de janeiro para chegar. Porém, no dia 04 de janeiro, meu pacote da Names2Glue já estava na minha portaria esperando.

O Kit veio num envelope dos correios mesmo, nesse pacotinho aí. Ele inclui: 32 adesivos pequenos (50x10mm), 32 adesivos médios (50x20mm), 08 pares de adesivos para sapato (30x30m) e 20 etiquetas de roupa (46x12mm).

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Adesivos de sapatos.

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Adesivos grandes para objetos

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Etiquetas de roupas

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Adesivos pequenos para objetos

Todos os blocos de etiquetas e adesivos vêm com as instruções de aplicação atrás. Os adesivos para sapatos vêm com um plástico para colar em cima e não gastá-lo, a medida que a pessoa vai usando o calçado. No bloquinho de etiquetas para roupas, que necessitam de um ferro de passar para a aplicação, vem um pequeno tecido de algodão para que as etiquetas não sejam danificadas no processo.

Usei as etiquetas de roupas nos uniformes e mochilas do Thierry.

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Etiqueta de roupas na camisa de algodão

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No short de tactel

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Na mochila.

Ainda não lavei as roupas com etiquetas e prometo que atualizo o post caso alguma coisa ruim aconteça com elas após a lavagem. As instruções dizem que, se aplicadas corretamente, as etiquetas resistem a maquina de lavar e secadora.

Quanto aos adesivos, só usei até agora para nomear a agenda. Estou esperando os tênis para a creche chegarem e, assim que fizer o teste, conto pra vocês!

Até agora fiquei super satisfeita. Tanto com a qualidade do produto quando com a qualidade do serviço de entrega!

Pontos positivos para a Names2Glue. Ando paquerando lá as pulseiras de identificação. Elas são uma tranquilidade, caso você perca o seu filho por aí, olhem só:

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O ideal é NÃO perder o filho, mas… nunca se sabe, né?
O fato é que, até então a Names2Glue ta com posição VIP no meu coração de consumidora!

Cuidar do Próprio Filho: Um Desserviço que Algumas Mães Fazem Com Outras?

Dia desses eu estava muito ocupada olhando o facebook e me deparei com o depoimento de uma amiga minha que também é mãe. Resolvi que merecia um print e uma opinião bastante sincera sobre o assunto.

Depo Alê

Não vou dizer que fiquei chocada, pelo simples fato de já ter passado por situações parecidas. Já tinha até feito uma piada nesse post aqui sobre a capacidade que as pessoas têm de se meter na criação do seu filho(a), mesmo que você não faça idéia de quem elas sejam, e, por isso, hoje  vou me aprofundar em como mães e pais, que decidem ficar em casa e criar os próprios filhos, são mal vistos pela sociedade.

Conheço 2 tipos de pais/mães que ficam em casa cuidando dos filhos:

1. Os que optam, pois a pessoa poderia estar muito bem, obrigada, trabalhando em algum lugar. Porém, o salário do marido/mulher é o suficiente para oferecer uma vida confortável para a família toda e, por isso, um deles decide que ficar em casa e se dedicar aos cuidados do bebê é a melhor opção.

2. Os que não têm escolha. A não ser que o bebê tenha uma avó, tia, madrinha ou qualquer outro anjo da guarda maravilhoso que aceite cuidar de graça dele enquanto os pais trabalham, eles precisarão pagar alguém ou algum lugar para cuidar da criança no horário do serviço. E esses cuidados não são baratos. Assim, nem toda família tem dinheiro para pagar creche ou babá enquanto ambos os responsáveis trabalham fora e a solução é um deles ficar em função do bebê e as tarefas de casa, enquanto o outro cuida da parte financeira.

Geralmente, o “sorteado” para ficar em casa é a mãe e isso se dá principalmente por duas razões: A primeira é que apesar dos avanços, ainda vivemos numa sociedade patriarcal, onde os homens ganham melhor que as mulheres e por isso, grande parte do orçamento da família vêm deles.  Assim, é mais lógico quem ganha menos, a mãe, largar o trabalho, pois o impacto no padrão de vida familiar é menor. A segunda é que quem amamenta é a mãe e pronto. Não tem como fugir disso. Então, se a pessoa levar a sério a questão da amamentação e tiver leite de sobra, o bebê vai depender 100% dela por, pelo menos, uns 6 meses da sua vida.

Ainda assim, conheço pais que decidiram ficar em casa cuidando dos filhos, ou que tiveram a opção de trabalhar home ofice, de olho no bebê, enquanto a mulher está no seu emprego fora de casa.

Mas afinal, porque optar por ficar em casa e cuidar do próprio filho é um desserviço para as mães? E se eu não tiver dinheiro pra contratar uma enfermeira pós parto e uma babá? E se eu tiver dinheiro, mas ainda assim, querer fazer a coisa toda eu mesma? Qual é o grande problema nisso?

Culpo as feministas.

CALMA GENTE!! Não acho que o movimento feminista saia por aí dizendo que vocês têm que largar os seus filhos pra outra pessoa cuidar e trabalhar porque você é mulher, linda, foda e inteligente e não nasceu pra ficar em casa cuidando de criança.
Mas por muitos anos as feministas lutaram contra a OBRIGAÇÃO que a sociedade impunha as mulheres de que a partir do momento que elas tinham um filho, deveriam largar tudo e viver para cuidar deles. Um discurso que, pra mim, está certíssimo. Eu defendo a escolha e não a obrigação.

O problema acontece quando algumas pessoas, em geral, leigas, com cérebro de ameba, se apegam a esse discurso de um jeito que, quando uma mulher DECIDE por conta própria, que QUER FICAR EM CASA TOMANDO CONTA DO FILHO, ela está ofendendo todas as outras mães que lutaram pelo direito de unir a maternidade com vida profissional própria.

Não acho que a pessoa que opta por trabalhar fora, mesmo que pudesse ficar em casa cuidando do filho, esteja errada. Nem o contrário. Eu opto por você decidir aquilo que é melhor pra você, pra sua saúde mental, espiritual e para o seu filho.

Alguns estudos apontam que é muito importante a presença maçante dos pais no primeiro ano do bebê. Tanto é verdade que, em grande parte dos países desenvolvidos, a licença maternidade pode durar até um ano, mesmo que a mãe não esteja amamentando.
Ainda assim, conheço crianças que foram para a creche ou ficaram com babás em casa que até hoje estão muito bem, obrigada.

Acho também que mesmo que você opte por ser uma super mamãe ou papai e cuidar do bebê por conta própria, é sempre bom ter alguém de confiança pra olhar o seu filho de vez em quando. Seja pra ir fazer a unha, ir no cabeleireiro, sair pra uma corrida, levar o carro pra lavar e tomar uma cerveja… ir para um jantar com a companheira…pegar um cineminha… Acho importantíssimo pra auto estima, para a mente e até mesmo para o seu bebê, esses momentos separados e que você pensa tão somente no seu lazer.

Na França, inclusive, mesmo as mulheres ou homens que não trabalham, são estimulados a deixarem os filhos na creche de manhã, para poder cuidar de sí (ok, as creches lá são maravilhosas e quase de graça, mas vamos pular essa parte).

Para concluir, eu que atualmente to no mesmo “clube” da Alê, não vejo desserviço nenhum em ficar em casa cuidando do meu filho. Porém, acho que, se estiver dentro das suas possibilidades, é importante, uma vez ou outra delegar a criança aos cuidados de outra pessoa, para você ter, pelo menos, um momento zen, não necessariamente para sair todos os dias e trabalhar.

Desserviço pra mim, é você achar que a mulher ainda é OBRIGADA a fazer qualquer coisa no seio familiar. Seja largar tudo e cuidar do filho, seja largar o filho e cuidar de tudo.

Quem é Vivo Sempre Aparece.

Acho que eu já tinha mencionado em algum momento que qualquer blog que eu já tenha criado na minha vida não deu certo porque eu sou a pessoa mais indisciplinada do mundo quando se trata de criar uma rotina pra sentar, bolar um tópico e escrever, mesmo que eu adore sentar, bolar um tópico e escrever!
Dessa vez, no entanto, não foi totalmente minha culpa esses meses de ausência. Na verdade eu já sabia que ia ficar um período meio sem tempo de aparecer por aqui. Então eu tinha preparado previamente vários posts e deixado agendado para publicação automática.
Não sei se foi defeito no WordPress ou se fiz alguma coisa errada nesse processo. Só sei que os posts sumiram e o blog ficou assim: um tempão sem ser atualizado.

Primeiro, eu fiz uma maratona de creches aqui na Barra, que o meu filho vai começar a frequentar agora, em fevereiro. Foram 12 visitas até escolher uma. E claro que ainda vou parar pra contar como foi essa aventura super legal.
No meio da maratona, minha diarista, que ia finalmente se tornar empregada doméstica na minha casa e vir todos os dias, resolveu me falar na véspera de começar a trabalhar, que não estava com a menor vontade de fazer um serviço de segunda a sexta na Barra da Tijuca (vocês conseguem imaginar a minha cara de felicidade, né?).
A parte boa foi que ela já tinha outra pessoa pra me indicar. A ruim foi que eu precisei de um tempo pra me acostumar com a nova pessoa, confiar em deixar o Thierry com ela e adaptar a moça na rotina da casa. No fim, foi a melhor coisa que aconteceu: ela da de 10 na minha antiga diarista.

Viajei para Belém, pra ser madrinha no casamento de dois amigos muito queridos. O “problema” foi que a noiva decidiu que todas as madrinhas iam usar um vestido num tom específico de roxo. Quando encerrei a maratona das creches iniciei a maratona do Vestido Roxo. Achar um em pleno verão, aqui no Rio, que coubesse numa grávida não foi tarefa fácil!

Meus pais vieram passar as férias aqui e eles me dão tanto trabalho quanto o Thierry. Se eu bobear eles estão servindo refrigerante, chocolate, pizza, coxinha de galinha…. pro neto deles. Tudo aquilo que nós mães ADORAMOS dar para os nossos filhos de um ano de idade (que fique claro o tom irônico das minhas palavras). Mas fora isso, eles são uma baita ajuda e eu aproveitei pra fazer todos os programas que eu dependo de babá pra fazer.

Agora, voltem no tempo pra agosto de 2014, que foi quando eu descobri que estava grávida do segundo filho. Então, enquanto tudo isso acontecia, eu estava indo a minha antiga obstetra e descobrindo que ela estaria de férias na época do meu parto. Troquei de médico e, dessa vez, não tive o mesmo azar como tive com o Thierry. Já acertei de primeira, gostei mais desse que da antiga e ele me ofereceu opções de maternidades ainda mais legais.

Assim, vamos somar a tudo isso os exames de pré-natal, mais a rotina de mãe de um baby prestes a completar 1 ano e 5 meses. Tenho certeza que todo mundo super entende meu sumiço! Com o Thierry passando as manhãs na creche, a coisa toda fica mais fácil. Pelo menos até abril, quando o Gael nasce (sim, gente, outro menino!)

Vou tentar novamente deixar textos prontos e agendados, mas não to tão confiante assim nas minhas habilidades de informática pra fazer com que, dessa vez de certo. Bora torcer!!!

Mesmo assim, fico na mente que gravidez e bebê pequeno é sempre sinônimo de mais encrencas.
Gostaria de alertá-los que, com dois filhos ainda novinhos, a verdade é que meu mundo vai ser bem voltado para isso. Acho que agora grande parte dos posts irá envolver produtos, serviços e situações cotidianas ligadas a maternidades, bebês e crianças. Não tem muito como fugir do assunto, afinal, é a minha rotina que da as idéias para os posts.
Vou fazer o máximo pra não transformar o blog num Centro de Informações e Lamentações para Pais e Mães, mas impossível dizer que esse assunto não vai dominar um pouco por essas bandas, pelo menos por um tempo.

To pedindo desculpas desde já!

Para as poucas pessoas que realmente me acompanhavam e perguntaram quando eu ia voltar: To aqui, gente, voltei!

Serviço de Utilidade para Mães e Pais (SUMP): Lenços Umedecidos

Na verdade nem acho que esse post sirva apenas para os pais, mas também pra você que recebeu um convite de baby chá ou baby bar e tem como missão dar de presente um pacote de fraldas e lenços umedecidos, aqui vão algumas dicas para não errar na marca!

Mães de primeira viagem geralmente ficam em pânico de usar certos produtos nos seus filhos, principalmente quando são recém nascidos. O medo de alergias, assaduras e irritações acabam as deixando cheias de dúvidas se usam ou não certas coisas.
Confesso a vocês que esse pânico só se instalou em mim quando já estava na maternidade com o Thierry nos braços e a enfermeira me orientou que – pelo menos nas primeiras semanas – eu não deveria usar lenços umedecidos na higiene intima do bebê.
Pra ser bem sincera, eu realmente coloquei a mão na massa pra trocar as fraldas do Thierry quando ele já tinha umas três semanas e praticamente pulei a parte de não usar os lencinhos, mas vou dividir com vocês a sabedoria que adquiri ao longo de 10 meses sobre esse assunto.

Nas primeiras duas semanas do bebê, o ideal é sempre ter por perto uma garrafinha térmica com água morna e algumas gazes. É o que você precisa para a higiene íntima depois de uma fralda batizada. Confesso que fiz esse ritual por um pouco mais de tempo, mas acho que, depois de 15 dias a pele do bebê já ta menos sensível.

O primeiro lenço umedecido que usei foi o da Johnson’s para Recém Nascido. Confesso que não perdi tempo nenhum pesquisando e escolhendo qual ia usar. Esse foi o “sorteado” porque ganhei de uma das visitas que veio em casa. Todos os outros lenços que eu tinha guardado não indicavam nada se eram ou não para recém nascido, e eu nem sabia que existia algo assim, tão específico. Passei os três primeiros meses usando lenços de recém nascido. Variava entre esse da Johnson’s e o da Pampers. Hoje em dia a Huggies também lançou lenços humedecidos específicos para a pele de recém nascido, mas não cheguei a usar.

Passados os três primeiros meses, me desprendi um pouco dessa frescura de lenço específico e comecei a usar os que tinha guardado em casa, presentes do Baby Chá. Segue então as impressões que tive de cada um que já experimentei e, claro, o meu favorito.

Os lenços umedecidos York Baby foram, sem dúvidas, os PIORES que já usei. Sério, quem inventou isso não pode gostar de verdade de bebês. São muito finos e melados, rasgam com facilidade e eu precisava usar no mínimo dois juntos pra conseguir algum efeito de limpeza no Thierry. Caso alguém ganhe de presente (presente de grego), recomendo que seja usado pra limpar as mãos, alguma sujeirinha na boca, que nem sempre sai fácil com fralda, E SÓ!

Os lenços da Personal Baby são pouca coisa melhor que os da York. Também acho que eles pecam na finura, mas se as opões são York ou esse, fico com o segundo. Algumas pessoas optam por essas marcas por serem mais baratas. Não acho uma economia válida. Você acaba usando uma quantidade maior de lenços, do que aqueles mais carinhos, pra conseguir uma limpeza eficiente, o que implica dizer, aumentar o número de pacotes comprados, e daí, bye bye economia!

Usei bastante os lenços da Pampers, ganhei uma caixinha bem legal, que uso até hoje pra colocar pacotes de lenço umedecido.Porém, não chega a ser meu favorito. Enquanto os outros dois lenços citados, achei finos demais, acho os da Pampers mais grossos que o necessário. Acho também que eles são meio secos, e não deslizam na pele como eu gostaria. Confesso que para mim o cheiro deles um pouco enjoativo, mas aí vai do gosto de cada uma, certo? Na minha escala de preferência, eles ocupam o terceiro lugar. Acho que vale a pena experimentar e tirar as próprias impressões. Já vi mães que adoram esses lencinhos.

112432001SZHuggies, sem duvida, ocupa o segundo lugar no meu coração e no bumbum do Thierry. No quesito “grossura” eles não são tão diferentes dos da Pampers, mas o material que eles são feitos parecem mais delicados. Outra coisa legal é que eles se destacam um do outro com bastante facilidade. É chato ter que largar o bebê completamente porque os lenços estão tão grudados que você só consegue tirar com as duas mãos, principalmente na fase em que eles começam a se virar. Gosto muito de levar os lenços da Huggies na bolsa do Thierry quando vamos passear ou viajar porque, diferente dos outros pacotes, o fecho dos da Huggies não são um simples plástico. É uma tampa, que protege bastante a humidade no interior, impedindo que eles fiquem secos. Em casa esse não é um quesito essencial, pois a caixinha da Pampers que tenho faz esse trabalho.

Iniciei o post com ele, e vou encerrar com ele. Sim… de recém nascido até hoje, o lenço umedecido que mais faz meu coração é o da Jonhson’ s. Todos os tipos. Mas sou bem fã do de leite. Tem espessura na medida certa, são delicados sem perder a qualidade, molhadinhos sem ser melequentos e eu simplesmente AMO o cheirinho deles. É o meu queridinho e acho que, quando o Thierry não precisar mais deles, vou inventar alguma desculpa pra continuar usando!!

Outras marcas conhecidas também têm os seus lencinhos no mercado, como por exemplo a Granado, que eu ainda não cheguei a experimentar. já ouvi algumas mães falando do Bebê Natureza, mas não sei por qual motivo, não conquistou os meus olhos. Não possuo dados científicos ou médicos sobre o uso dos lenços, mas espero que, de alguma forma, tenha ajudado a tirar dúvidas!

50 Tons de Cinza – O Retorno.

Houve uma época em que as minhas redes sociais foram tomadas pelo livro “50 Tons de Cinza”. Meu facebook era cheio de comentários sobre o Best Seller. Meu Instagram foi invadido por fotos de pessoas que queriam mostrar que estavam lendo o livro, ou comendo Kit Kat, ou lendo o livro e comendo Kit Kat!
Por pura curiosidade pressão social, pedi o exemplar da mamãe emprestado pra ler. Ela mandou pra mim “50 Tons de Cinza” e “50 Tons Mais Escuros”.

Devo adiantar que não consegui ler o primeiro livro da trilogia até o final porque, sim, achei muito chato! Pedi, inclusive, pra minha mãe contar o final porque se eu lesse mais alguma Anastasia Steeler se lamentando e Christian Grey agindo feito psicopata emo, não sei o que faria.

Acho que desde a primeira página já via a Anastasia como uma personagem chata. Do tipo que pensa tudo demais, analisa tudo demais e, nitidamente, insegura demais. Mas ok. Acreditava que ao longo do livro, descobrindo os prazeres do mundo, ela fosse ficar mais interessante. Então eu me deparo lendo alguém, que acabou de ter o orgasmo da sua vida, iniciando uma DR completamente incabível naquele momento. Não, não dá!
E as páginas passavam com ela se lamentando, perdendo noites de sono pensando na infância de Christian Grey, que Christian Grey foi adotado, que alguém iniciou Christian Grey no sadomasoquismo, que Christian Grey passou fome, Christian Grey passou frio, Christian Grey teve diarreia… ai gente, muita chatisse!

Então temos o Christian Grey, e eu concordo plenamente com as teorias que dizem que se o cara não fosse rico e a reencarnação de um Deus Grego, Anastasia com certeza já tinha ido em busca de uma Ordem de Restrição contra o cara. Gosto de pessoas misteriosas e que jogam com as palavras. mas a dose de mistérios, jogos de palavras, caras feias e silêncios de Christian Grey me seduziram muito pouco. No começo é bem interessante, mas na metade do livro, começa a ficar cansativo.

E aí vem a parte erótica. Li o livro naquela fase da gravidez em que sexo é bem complicado, achei até perigoso começar uma leitura descrita como erótica e não poder sequer sonhar em colocar em pratica depois, mas… ao longo da leitura se torna uma coisa tão repetitiva e previsível que eu me peguei pulando linhas e páginas quando sacava que o casal ia “mandar ver”. A história por traz me interessou muito mais do que as descrições sexuais, e quando a história por traz virou “os lamentos e inseguranças de Anastasia Steeler” eu parei de ler o livro e perguntei pra mamãe como terminava, achando que o segundo poderia ser diferente e melhor.

Não tive coragem de ler “50 Tons Mais Escuros” até hoje.

Mas lembro de, na época, ter pensado que o livro seria bem mais interessante como filme. A história seria mais curta, focada nas partes que realmente importam e os pensamentos chatos da Anastasia não passariam nas telonas.

Finalmente anunciaram que sim: o filme ia sair! Confesso que fiquei feliz e ansiosa.

E na última semana o trailer dos cinemas foi ao ar.
Estou tentando fazer um esforço muito grande pra ignorar a nova onda “50 Tons de Cinza” invadindo as minhas redes sociais, pra não ir assisti-lo sem paciência, mais pela encheção de saco de todo mundo do que pelo filme em si.

Pelo trailer, curti bastante o pouco que pude ver dos atores escolhidos e da fotografia do filme. A nova versão de “Crazy in Love” da Beyoncé, feita especialmente para a ocasião está sensacional!

Espero, sinceramente, que o filme desperte em mim o que o livro não conseguiu despertar. Guardei o segundo exemplar na prateleira, se o filme agradar, darei a “50 Tons Mais Escuros” uma chance!

Lounge Hair Style – A Tendência Que Eu Não Pedi

Eu adoro franja! Franjão, franjinha, pra frente, pro lado… dificilmente estou sem usar alguma dessas variações. Mas devo dizer que aquela franja reta – tipo índia, não combina muito com o meu rosto, então procuro não adotar muito esse estilo.

Quando vou cortar os cabelos, seja a coisa toda ou só a franja, sempre levo uma foto comigo pra mostrar como quero. Acho bem mais fácil explicar visualmente pro cabeleireiro o resultado que to esperando, do que tentar usar as palavras – geralmente não fico satisfeita no fim.

E foi com essa “arma infalível” que cheguei no Lounge Hair Style para cortar a franja. Já tinha ido lá fazer o Ombré Hair. Confesso que depois de passada a empolgação “Oba, pintei o cabelo”, não curti muito o fato da minha franja estar loira, mas lembrei que antes de pintar, a moça perguntou se podia e eu autorizei, então não dá bem pra culpar ela da minha chateação…

Mas bem, voltando ao corte franja! Mostrei exatamente o que eu queria: usei a foto da Zoey Deschanel como inspiração e disse “Faz assim, com as pontas laterais maiores!”.
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E quando vi o resultado, meu queixo caiu: lá estava a franja de índia, reta, que eu acho horrorosa. Quando perguntei pra cabeleireira porque ela tinha cortado daquele jeito, eis a resposta:

– “É a tendência”.

Sim… “É a tendência”… Por acaso eu sentei na cadeira do salão pedindo a minha franja em forma de tendência? Não! Fui inclusive, bem específica, levando uma foto, mostrando o que eu queria, recebendo como resposta “Deixa comigo”, pra depois sair por aí com a Índia Tendência.

O pior é que o tamanho da franja não permitia qualquer tentativa de conserto. Pelo contrário, acho que se mexesse mais, ia piorar.

Não chorei por pouco. Falei pra recepcionista que nunca mais deixava ninguém ali encostar uma tesoura na minha cabeça (eu devia ter ido no Cláudio Miguel), e ainda ouvi a cabeleireira falar pra nova cliente dela “ela pediu uma franja e eu fiz o que ta na tendência”, ignorando completamente o fato que eu tinha levado uma foto de como eu queria o meu cabelo.

To bem na dúvida se ainda volto lá pra fazer outras coisas. Acho que vou testar umas novas opções de salão por aqui. Mas fica pra vocês a imagem da minha Franja Tendência.
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SPA Em Casa #1 – Shampoo Antiresíduos

Quem me acompanha pelas redes sociais já deve ter notado que no fim de semana sempre separo um dia para tomar algumas horas e cuidar da pele e cabelos.
Algumas pessoas me perguntaram que tipo de cuidados eu tomo e os produtos que uso. Confesso que não tem nada de misterioso, que muita gente já não faça, mas umas diquinhas a mais estão sempre valendo, certo?

Então resolvi dividir o meu dia de SPA em etapas, para não ficar um post muito longo. E como o fim de semana está chegando, vai pra vocês o SPA em Casa #1, com a primeira coisa que faço no meu ritual, que é durante o banho passar o Shampoo Antiresíduos.
Pra quem não sabe, o Shampoo Antiresíduos é aquele que limpa o cabelo profundamente, tirando qualquer resíduo químico dos produtos que você usa no dia-a-dia e, também, aquela sujeira que os shampoos comuns não são fortes o suficiente pra tirar.
Só uso esse tipo de shampoo uma vez por semana, mas recomendo muito ele pra quem tem cabelos bastante oleosos, em usar entre duas a três vezes. Diminui bem o aspecto “grudado” dos fios.

Usei e gostei demais do antiresíduos Purify Shampoo da Sensciense, apesar de o preço não ser lá essas coisas. Na Sephora ta custando R$96,00 o vidro de 300ml. Mas se você quer só experimentar, tem a opção de 50ml por um precinho bem bacana (R$26,00). O pequeno, usando uma vez por semana, dura pouco mais de um mês.

Outras marcas internacionais tem as suas versões de antiresíduos, como o Redken Hair Cleasing Cream e o Schwarzkopf Bonacure Repair Rescue.
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Marcas nacionais também investem no produto, a Natura lançou não tem muito tempo o Natura Plants Limpeza Profunda e a The Beauty Box tem o Detox. To louca pra testar os dois!
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Ultimamente tenho usado o limpeza profunda Kerafix, da Bioderm. Ele veio num kit de restauração capilar. Usei todos os produtos inteiros mas o shampoo antiresíduos sobrou e não quis estragar.
Pra usar shampoos de limpeza profunda não tem muito segredo. Você aplica como um shampoo normal do dia-a-dia. Mas, se o seu cabelo anda bem estragadinho, a primeira vez que você passar o produto, ele praticamente não vai fazer espuma. Se isso acontecer, invista numa segunda aplicação. Você vai ver como a espuma vai aparecer e os seus cabelos vão ficar bem limpinhos!

Poker Straight Dehumidifier – by Lee Stafford

90% dos cabelos odeiam umidade, o meu então, tem verdadeiro horror! Se um pingo cai nele, fico mais descabelada que um poodle. Adicionando ao fato que a amamentação não ajudava em nada para manter os fios vitaminados, brilhosos e macios, posso dizer que nos últimos tempos, cada mecha minha parecia ter sido repicada da raiz as pontas, de tanto frizz.

Mas não foi de propósito que descobri o Spray Poker Straight Dehumidifier – by Lee Stafford. Na verdade, estava passeando na minha farmácia preferida do Centro do Rio, a Drogaria Onofre, que tem uma área de cosméticos bem variada, e o nome do produto me chamou atenção, remetendo a uma “desumidificação”. O rótulo prometia eliminar o frizz e proteger os fios da umidade, evitando assim o retorno do tão odiado “arrepio” ao longo do dia. Promete também manter as madeixas lisas e perfumadas. Como há um tempo vinha procurando algo que me ajudasse no combate desses cabelitos tão odiados (as hidratações semanais na hora do banho não tavam dando conta), e o preço era bem atraente (R$44,90), resolvi levar para testar.
Já tinha uma boa impressão dos produtos do Lee Staford, desde que tinha usada a máscara que prometia ajudar no crescimento capilar (como eu mostrei neste post), e por isso, eu estava bem otimista.

A embalagem é em forma de spray e a dica de uso é aplicar o produto a uma distância de “meio braço”, em todo cabelo.
Sobre o perfume, adianto logo, o cheiro é bem gostoso mesmo! A parte da lisura eu não sei medir muito bem, já que os meus cabelos são naturalmente lisos. Mas senti que eles, em dias de “mau humor” não “tufam” muito com o produto.

Agora, em relação ao frizz… sou a pessoa mais feliz da terra depois desse spray. Ok, dizer que ele elimina COMPLETAMENTE o frizz seria quase como descobrir um novo continente, mas sem dúvida vi reduzir em torno de 90% dos fiozinhos arrepiados. Só mesmo aqueles muito rebeldes, que apesar de darem uma “sentada”considerável, não somem por completo.

O produto é bem leve e não pesa no cabelo, mas quando você passa, parece que dá pra sentir uma camada a mais de proteção se instalando ali! Realmente achei que protege contra a umidade ao longo do dia. Se cair aquela chuva e você se molhar, não acho que vá segurar, mas um chuvisquinho rápido e aquele climinha pré/pós chuva, ou uma caminhada debaixo do guarda-chuvas, é cabelo no lugar garantido!

Acho uma pena que ele não venda em embalagem para viagem. Seria um produto realmente bastante interessante para se carregar na bolsa e dar uma espirrada nas horas de sufoco.

Tentei bastante fazer um “Antes e Depois”, pra mostrar o Dehumidifier em ação, mas nenhuma tentativa de foto conseguiu pegar direito o frizz do meu cabelo, então ficou parecendo que o spray não fazia muito efeito. Pra não prejudicar o que eu considero uma opção realmente eficaz no combate diário do frizz, achei melhor que fiquem só com a descrição das minhas impressões! hehe

Como disse, paguei nele R$44,90 na Drogaria Onofre. Ele vende na Sephora por alguma coisinha a mais. Vale muito a pena! Mais informações do produto, basta vir aqui.

 

Chama o Gerente!

Sempre sonhei em estar em algum lugar e ser tão mal atendida ao ponto de pedir para chamar o gerente e reclamar. Mas até então, ou nunca tinha tido uma oportunidade que realmente valesse a pena gastar a minha tão esperada “chamada de gerente”, ou o péssimo atendimento tinha sido por telefone e a ligação convenientemente caía quando a coisa começava a ficar ruim.
Pois recentemente, tive meu desejo atendido!

Cafeteria da Sala de Embarque do Aeroporto de Congonhas, SP.

Acho que é bem valido eu contar o que estava fazendo no Aeroporto de Congonhas. Aguardava meu vôo de volta ao Rio, depois de uma viajem a Porto Alegre por um motivo PÉSSIMO: Meu sogro havia falecido.
Meu humor, então, que já não andava dos melhores, piorou quando a fome bateu. A situação se agravou quando meu querido marido voltou da cafeteria de mãos vazias dizendo que a fila estava muito grande e não ia ficar lá arriscando perder o vôo.

Porque, afinal, é super fácil perder o vôo quando se está em uma cafeteria há 20m do portão de embarque, onde se tem que fazer um esforço fenomenal pra escutar a chamada da Companhia Aérea, mas em respeito ao luto que ele estava vivendo, resolvi eu mesma enfrentar a fila e prometer que ia ficar de olho no relógio pra não perder a hora do vôo.

A fila nem tava lá essas coisas, mas vi a senhora na minha frente se enrolando toda pra conseguir pagar. Tentou em dinheiro, um cartão, outro cartão… Finalmente chegada a minha vez, a Caixa mal olhou minha mão e já veio dizendo que não tinha troco.

Caixa Sem Troco: – Você não pode pagar de outra forma?
Eu: Não. (mentira, eu podia. Mas como assim um caixa de AEROPORTO não tem troco??)
Eu: Você não pode ver pra trocar o dinheiro?
Caixa Sem Troco: Não.

Veja bem, ela não disse algo como “eu já tentei, mas não consegui”, “estamos tendo muitos problemas com troco hoje”, “estamos tentando trocar, mas ainda vai demorar…”, nada disso… ela me olhou com a maior cara de bunda do mundo, a má vontade estampada e disse “não”.

Eu: Isso é um absurdo, tamanha loja em aeroporto e eu vou viajar morrendo de fome porque você não consegue um troco? – aí olhei pra caixa do lado e perguntei: – E você? Tem troco?
Caixa do Lado: Não, e não vou ficar aqui ouvindo cliente maluca.

Eu: Tem um gerente aqui que eu possa falar?

Pois é, foi assim que apareceu pra mim a melhor oportunidade do mundo de reclamar com um gerente. Estava mal humorada, com fome, vinda de um velório, com filho de 10 meses saltitando num vôo de 3 horas, não era a Caixa do Lado (e Sem Troco) que ia simplesmente me destratar dessa forma.
O melhor de tudo foi a gerente aparecer na minha frente com, e eu não to exagerando, um bolo na mão, que se eu parasse pra contar, tinha ali uns cem reais trocados em notas de R$2,00… Pois é! Fiquei mais alegre ainda quando me deparei com isso.

Me controlei e fui simpática com a Gerente. Fiz cara de coitada, expliquei que só queria duas coca colas e um pão de queijo, que a primeira caixa não tinha troco e não quis trocar, que a segunda caixa também não tinha troco e me chamou de cliente maluca… A Caixa do Lado me olhou gelada. Acho que ela pensou que eu não ia ter coragem de contar isso. A Gerente também ficou bastante sem graça, me pediu mil desculpas, me levou em um terceiro caixa que tinha troco (yay!), e logo que paguei estava lá, separadinho, o meu pedido. A Caixa Sem Troco ainda foi abelhudar o meu atendimento, dizendo, “Que fique bem claro que eu não sou mentirosa, eu realmente não tenho troco (e a cara de bunda permanente)”

Eu, me dirigindo a caixa que me atendia: – Acreditei que ela não tinha troco, só não admito grosseria.

Mas o fim foi feliz. Alguém perdeu o emprego ou ganhou uma boa chamada de atenção (espero que a segunda opção – também não quero as Caixas desempregadas, coitadas), eu consegui realizar o meu desejo de menina chata e chamar a gerente pra reclamar, também consegui minha coca cola e meu pão de queijo e voltei pra casa de barriga cheia (ainda bem, porque na GOL serviram um pão com calabresa horrível).